A história do Vesper Martini de James Bond

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Um Vesper Martini é composto por três shots de London Dry Gin, um shot de vodka e meio shot de vinho aperitivo francês seco. É o drink preferido de James Bond e, graças ao cinema, é pedido com a especificação para que ele seja "batido e não mexido". Mas, como Bond começou a beber Vespers?

História

Esta variação de Dry Martini foi criada pela mente de Ian Fleming e é resultado de várias influências. Ela ficou famosa por sua inclusão em seu primeiro livro de James Bond, Casino Royale, published in 1953.

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Capa da primeira edição

No capítulo 7, Bond explica a um bartender do Cassino exatamente como fazer e servir a bebida: "Em uma taça goblet de champanhe. Três medidas de Gordon, uma de vodka, metade de Kina Lillet (agora chamado Lillet Blanc). Bata bem até que esteja muito gelada, então adicione uma fatia grande de casca de limão siciliano".

Quando feito, 007 cumprimenta o bartender, mas diz-lhe que seria melhor se feito com uma vodka à base de grãos. Ele também explica seu Martini a Felix Leiter, o homem da CIA, dizendo: "Esta bebida é minha própria invenção, vou patenteá-la quando puder pensar em um bom nome".

No capítulo 8, Bond encontra a bela agente Vesper Lynd. Ela explica por que seus pais a batizaram Vesper e Bond pergunta se ela se importaria se ele chamasse seu Martini favorito pelo mesmo nome. Como tantos interesses amorosos de Bond, Vesper acaba sendo uma agente duplo e o livro termina com suas palavras: "A cadela está morta agora".

A notoriedade do Vesper Martini é o resultado direto dele ter sido introduzido em Casino Royale e, apesar de Bond beber outros coquetéis, sua preferência por "batido e não mexido" provou ser duradoura, particularmente na franquia do filme. Mas onde Ian Fleming, autor de Bond, descobriu o Vesper? Ou foi puramente uma criação de sua própria cabeça?

A ligação com o Dukes Bar

Dizem que a decisão de Fleming fazer do Martini a bebida de escolha de seu herói foi inspirada por visitas ao Dukes Bar, no Dukes Hotel, em Londres. Gilberto Preti, que comandou o bar por muitos anos, era um respeitado bartender, com uma longa reputação pelos seus Martinis.

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O próprio site do hotel sugere que Dukes foi a inspiração para o slogan de Bond "batido e não mexido". Mas devemos lembrar que Fleming escreveu seus livros em uma época em que o Martini era nascente. A influência do Dukes ou de algum outro bar de hotel poderia muito bem ter sido tanto por Fleming ter ouvido pedidos de Martini por convidados americanos, bem como pelos drinks que ele próprio bebia.

Considerando o papel que a vodka desempenha no Vesper de Fleming, vale a pena notar que o autor escreveu o drink em seu primeiro romance de Bond, em 1952, um ano após a primeira referência conhecida ao Vodka Martini, de 1951 no livro Bottoms Up de Ted Saucier.

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Vesper Martinis no Dukes

Gilberto Preti começou no Dukes Bar em 1987, cerca de 23 anos depois de Fleming morrer por doença cardíaca. Então, se não foi Gilberto quem influenciou Fleming, então ele foi influenciado por outro bartender do Dukes ou apenas pelos Martinis servidos lá?

A reputação dos Martinis e coquetéis em geral do Dukes é uma coisa bastante recente - certamente depois de 1982, quando Salvatore Calabrese começou ali, 30 anos depois de Fleming ter descrito o drink em seu romance. Na verdade, foi Salvatore que criou o agora famoso "Dukes Direct Martini", em 1985, para o jornalista americano Stanton Delaplane. Portanto, é improvável que o Dukes tenha desempenhado um papel relevante no drink de Bond.

E o nome Vesper?

Não, um dos coquetéis mais potentes, e apreciado pelo mais famoso dos espiões ingleses, não tem o nome inspirado em uma pouco potente scooter italiana.

Fleming escreveu o primeiro rascunho de Casino Royale no começo de 1952, em sua Fazenda Goldeneye, com vista para a Baía de Oracabessa, na costa norte da Jamaica. O nome foi inspirado por uma operação de guerra em ele esteve envolvido no planejamento. Goldeneye era o retiro de Fleming e amigos sempre iam visitá-lo durante o inverno europeu. Diz-se que Fleming costumava servir aos hóspedes um coquetel à base de rum chamado "Vespers". Se este drink foi uma criação de Fleming ou se ele o descobriu na ilha ou em outro lugar, não se sabe. No entanto, o nome Vesper pode ter a ver com sua formação em Inteligência Naval

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A propriedade de Fleming Villa em Goldeneye Estate, Jamaica

Durante a Segunda Guerra Mundial, Fleming foi recrutado pelo almirante John Godfrey, o Diretor de Inteligência Naval da Marinha Real, para servir como seu assistente pessoal. Enquanto trabalhava como Oficial de Inteligência Naval, Fleming conheceu Christine Granville, uma das mais bem sucedidas agentes secretas britânicas a operar atrás de linhas inimigas. Nascida Krystyna Skarbek, na Polônia, durante seus anos trabalhando para o Special Operations Executive (SOE), ela teve muitos codinomes e segundo o livro James Bond: The Man and His World de Henry Chancellor, um deles era "Vésperale". Há relatos de que Fleming teve um breve caso com Christine Granville (ou Vésperale) e parece mais do que plausível ter sido ela a inspiração para Vesper Lynd e, por sua vez, o Vesper Martini.

Lillet Blanc versus Kina Lillet

A receita original de Fleming para o Vesper "em uma taça goblet de champanhe, três medidas de Gordon, uma de vodka, metade de Kina Lillet", pede um London Dry Gin forte em zimbro, vodka e um produto desaparecido há anos, chamado Kina Lillet. O atual Lillet Blanc, a versão moderna, é muito diferente do Kina Lillet que Bond conhecia e foi usado no coquetel original.

Em 1986, em uma tentativa de manter a marca relevante para os paladares da época, a quantidade de quinino no Lillet foi drasticamente reduzida e "Kina" (uma palavra francesa para quinina) sumiu da marca, para ser substituído simplesmente por "Blanc".

Então, para experimentar um verdadeiro "Vesper vintage a la Bond", você precisará infundir um pouco de casca de Cinchona (quinina) em pó em sua garrafa de Lillet Blanc - uma medida simples de 1,5ml do pó marrom é suficiente. Importante: você deve estar ciente dos perigos de se consumir quinina em excesso.

Shaken not stirred

Sim, sim, sim! É um drink à base de destilados e sem suco, por isso para mostrar todo seu brilho cristalino, ele é melhor quando preparado mexido, e não batido. No entanto, é o único Martini sobre o qual nenhum bartender deve repreender um bebedor que realmente prefere, como James Bond, seu Martini "batido e não mexido".

Independente disso, um bebedor deve poder apreciar sua preferência por Martinis batidos, sem ser ridicularizado por isso ou ter que defender sua escolha para quem está do outro lado do balcão. O Vesper deve sempre ser batido!

Receitas

Classic Vesper Martini
Reverse Vesper Martini
Reversed Vesper & Tonic

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