Bartenders: conselheiros acidentais

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É tarde e um bebedor melancólico está abrindo seu coração para um bartender. Em contrapartida, este oferece alguns conselhos, com a sabedoria adquirida ao longo de anos em situações semelhantes. Pode ser um estereótipo, mas o papel do bartender como um "conselheiro acidental" há muito é reconhecido pelos psicólogos, já que, às vezes, fornecem muito mais do que apenas um drink.

Na verdade, os psicólogos vêm realizando, durante as últimas quatro décadas, estudos se os bartenders realmente podem desempenhar um papel formal na manutenção da saúde mental dos seus convidados, como uma primeira linha de aconselhamento e apoio.

Em abril de 1977, o Community Mental Health Journal in America publicou os resultados de um estudo investigando se alguns membros do público com altos níveis de contato com a comunidade local poderiam se tornar a porta para um valioso serviço de saúde mental, nomeando bartenders como um exemplo chave. Eles seriam treinados para reconhecer os sintomas das principais questões de saúde mental, para aconselhar eficazmente, para onde encaminhar o indivíduo dali em diante.

Oportunidade inexplorada

Houve, no entanto, limitações no estudo. Quão eficaz poderia ser o aconselhamento se ambas as partes estivessem envolvidas em uma transação financeira? Um bartender consegue permanecer imparcial? E, influenciado pelo álcool, os bebedores reagiriam de uma maneira imprevisível em comparação ao seu estado sóbrio? Apesar dessas preocupações, o jornal identificou que os bartenders representam uma oportunidade inexplorada de se comunicar com pessoas com problemas de saúde mental e fornecer intervenção de crise, bem como referências. Este estudo não levou a criação de nenhum programa específico com bartenders, mas não passou despercebido.

Para o bartender, blogueiro e cientista Darcy O'Neil, que descobriu o estudo, a sugestão de que bartenders poderiam desempenhar um papel na gestão da saúde mental de seus convidados foi uma surpresa, mas disse que enxerga potencial em algumas situações. "Algumas pessoas precisam dessa interação social e confiam em bartenders", disse ele. "Quando as pessoas conhecem você, colocam tudo na mesa." Ele disse que os bartenders tendem a ser capazes de lidar bem com o trauma de estar continuamente na extremidade receptora da angústia dos bebedores. "Você desenvolve a habilidade de se desligar emocionalmente, mas realmente escuta".

Estudos mais recentes também identificaram bartenders como promissores guardiões de saúde mental, especialmente se visados ​​grupos sociais e faixas estárias específicas. Em 2010, pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio investigaram se os bartenders tinham o potencial de ajudar veteranos militares com problemas de saúde mental, como depressão ou estresse pós-traumático. Suas descobertas, baseadas em respostas de 71 bartenders, foram publicadas no Journal of Military and Veterans Health de outubro de 2010. O artigo aborda o relacionamentos de "confiança" entre ex-combatentes e bartenders, com quase 75% dos bartenders descrevendo os relacionamentos "como se fosse alguém da família". 80% dos bartenders estavam dispostos a encaminhar os clientes e cerca de 70% dos bartenders relataram que os veteranos sempre conversavam com eles sobre seus problemas. Este estudo concluiu que havia alto potencial para a abordagem.

Conselheiro natural

As conseqüências das atrocidades dos terroristas do 11 de Setembro novamente reativaram o debate, embora desta vez advertindo contra o uso de bartenders. Um estudo em 2002 sobre os "ajudantes naturais" de uma comunidade investigou como eles lidavam com as respostas emocionais e mentais a um evento tão traumático. Enquanto bartenders relataram um aumento de 46% nos negócios após os ataques, o estudo descobriu que os bartenders evitaram falar sobre o assunto para sua própria família e amigos e relataram um grau de angústia emocional. Bartenders mais experientes disseram que foram capazes de bloquear as suas próprias emoções, mas também foi identificado que é menos provável que eles consigam alertar sobre qualquer problema visto em seus convidados.

Os próprios profissionais da saúde estão preocupados em dar aos bartenders um papel formal na gestão da saúde mental. O Dr. Will Goodall, especialista em psicologia em atenção primária na Universidade de Stirling, alertou que o reconhecimento de problemas de saúde mental era uma habilidade imprecisa, que não poderia ser transmitida sem um longo treinamento. "Muitos problemas de saúde mental diferentes compartilham sintomas e, somente após muito treinamento e educação, é possível distinguir um diagnóstico de outro", disse ele.

No entanto, a abordagem ganhou alguns apoiadores. A United Service Inc. em Connecticut oferece treinamento para um programa Gatekeeper que visa bartenders e outros tipos de trabalhadores, incluindo caixa de loja, cabeleireiros, trabalhadores bancários, empreiteiros e trabalhadores de utilidade pública para ajudá-los a reconhecer melhor idosos que precisam de apoio.

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