Bartenders em Casa - Erik Allan

Escrito por Erik Allan

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Sou Erik Allan Fortunato Rosa. Aos 24 anos posso me denominar amante e frequentador dos bares. Paulista, libriano, formado em Segurança Patrimonial e Vigilância, sempre estive ligado aos serviços noturnos.
Atuo no setor de hospitalidade desde 2014: iniciei minha carreira em busca de renda extra trabalhando como garçom e cumin em bares e baladas, porém nos últimos dois anos me aproximei da coquetelaria, que se tornou minha paixão. Hoje busco formação profissionalizante, já atuando como bartender freelancer e em eventos particulares exercendo a profissão através da Cia. do Riso, que está afastada das atividades por conta da pandemia, e de maneira autônoma. Meu foco e preferência são bebidas com amargor presente como bitters e cervejas nos estilos IPA e Ales.

ARTIGO: Rodada de Conselhos

Quando saímos de casa e vamos de encontro à boates, restaurantes e eventos, geralmente buscamos encontrar entes queridos, amigos, momentos de descontração, festividades variadas, experiências novas e uma infinidade de possibilidades.

E no meio dessa história podem acontecer cenas inesperadas e até inusitadas.

Dependendo da situação, nós bartenders temos a oportunidade de unir nossa prática de bar às nossas experiências, que muitas vezes se desenrolam em conversar com clientes; podemos ser ouvintes também, quiçá até conselheiros.

Pensando nessas coisas, proponho uma reflexão sobre momentos em que devemos tomar posturas diversas quando acontecem situações em que nos deparamos com clientes "conversadores", alterados alcoolicamente, instrospectivos, entre outros.

Para isso citarei algumas experiências que tive.

Umas das situações mais comuns que aconteceram comigo foram momentos em que clientes estavam sozinhos e afastados de seus grupos, pois queriam buscar um relaxamento dos problemas cotidianos e nada como um " ombro amigo" para ouvi -los. Nesses momentos, percebe-se que eles buscam aconchego em ouvintes neutros, quase que como um psicólogo.

Uma dica: não devemos esquecer que estamos em horário de trabalho e ouvir o cliente não é sua função principal, mas rejeitá-los seria desagradável por vários motivos que acredito nem preciso explicar.

Acho interessante trocar experiências, principalmente se há calmaria nas atividades. Sempre ouço esses clientes, dando atenção verdadeira à seus comentários, sem impor meus ideais sobre eles, pois lidamos com muitas pessoas diferentes, então julgamentos antecipados e asperezas podem tornar o momento agradável de seu cliente em desconforto e também afetar seu ambiente de trabalho.

E como lidar situações mais complicadas?

Infelizmente, já lidei também com "aproveitadores", não diretamente a meus serviços, mas pessoas que se aproveitam da fragilidade de outras em momentos de embriaguez, por exemplo. E infelizmente, muitas dessas vítimas são mulheres.

Lembro bem de atender uma cliente, que aparentava estar se divertindo com seu grupo de início, mas que chegou a pedir uma opção de cada do menu de coquetéis. Além de consumir uma alta quantidade de bebidas, estava custeando o consumo das outras pessoas. Quando percebi que ela já tinha alcançado seu limite físico, chegando à embriaguez, notei que o grupo tinha tomado posse de seu cartão e a abandonaram no ambiente, para continuarem a se divertir.

Acredito que não devemos interferir nas questões pessoais de nossos clientes sem a devida intimidade e permissão, porém, há momentos em que devemos ser solidários e manifestar conhecimento da situação.

Importante dizer que não existe nenhuma lei que proíba a venda de bebidas a pessoas alcolizadas, por isso, é importante saber lidar com a situação da melhor forma possível.

Dica: o ideal é informar aos responsáveis do estabelecimento, como gerência, segurança e, se possível e o local possuir, enfermagem, para que a pessoa possa ser avaliada e para que receba o auxílio devido.

Espero ter criado um ponto de reflexão à todos e que possamos trabalhar com dignidade e lembrar que os momentos de festejo em geral foram feitos para gerar boas lembranças e nosso trabalho é parte fundamental, como bartenders e cidadãos.

Artigo:"Caminho Seguro para seus Clientes"

Geralmente iniciamos nossas carreiras sendo guiados por companhias de eventos, bares e restaurantes somado a conhecimentos adquiridos em cursos. Muito do foco nos estudos visa o conhecimento nas bebidas em si, utensílios, práticas de bar, produção e afins, sendo indispensáveis para o bom desempenho da profissão.
Uma das temáticas de suma importância, na minha opinião, é o relacionamento com o cliente, já que nosso setor trata completamente da hospitalidade e conectar-se com o cliente torna o atendimento descontraído e fortalece à fidelização aos seus serviços e o local a qual está prestando o mesmo.

Seguindo essa linha de pensamento, quero convidá-los(as) a desenvolver sua comunicação na hora de apresentar seus serviços para eventos e, de quebra, como conduzir o seu cliente à escolha que mais se adeque as suas necessidades, seja para decidir um cardápio para um evento ou um coquetel para um momento de descontração.
Começando com algumas dicas para seus clientes na hora de montar um cardápio para festas e eventos:
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O mesmo vale quando somos abordados por clientes que nos pedem sugestões: você deve "ler o ambiente e a situação".

O ideal é conhecer os tipos de coquetéis como:aperitivos, para o caso de abrir o apetite antes de uma refeição; nutritivos para quem busca uma bebida mais saudável e não tão alcoólica; digestivos para pós refeições e porções; refrescantes para momentos de calor e descontração e assim vai...
Comunique-se sem medo com quem vai beber! Conheça a pessoa perguntando o que costuma beber, qual o paladar e se está aberto a sugestões, sem nunca impor uma escolha. Ofereça, caso a pessoa esteja aberta, avalie-a e sugira algo com bom senso. Se ela negar e já tiver gosto por determinada bebida, aceite e sirva com a mesma disposição.

Espero que gostem das dicas para criar uma boa relação com seus clientes e desenvolver sua criatividade.

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