História do gin parte 4 (1728-1794): Gin Craze em Londres

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O impacto do gin na população carente de Londres, desacostumada com qualquer coisa mais forte que cerveja, tem sido comparado com os efeitos do crack nos guetos dos EUA moderno. O período em que o gin teve o efeito mais devastador na Inglaterra é conhecido como "Gin Craze".

Hoje usamos o termo "nóia" para drogados, mas, na Londres do século XVIII, os bêbados eram chamados "gin crazed" (loucos de gin). Considera-se que este período durou de 1720 a 1751, mas a verdade é que estas são as datas que as pessoas passaram a expressar publicamente sua preocupação com os "loucos".

Daniel Defoe deve ter se arrependido de apoiar a Company of Distillers [veja 1726, na parte 3 da história do gin], já que apenas 2 anos depois de ter escrito seu panfleto, ele publicamente culpou o gin pela maioria dos problemas de Londres. Em 1728 ele escreveu "em menos de uma geração, nós podemos esperar uma geração macérrima, depauperada, de pernas finas (a fine Spindle-shank'd Generation)".

O auge do consumo de gin em Londres foi em 1743 e, apesar do Gin Act de 1751, os altos índices duraram até 1757, quando uma série de colheitas pobres forçaram o banimento e proibição da destilação de grãos.

O gin permitiu que os pobres do século XVIII esquecessem a miséria e as dificuldades em que viviam. Era uma droga poderosa, barata e facilmente disponível. Em um anúncio muito citado de gin, popularizado por Tobias Smollett, em seu "History of England", lia-se "Beber por um centavo, cair de bêbado por dois pence, palha limpa de graça."

Vendedores ambulantes venderam gin barato em carrinhos como os de sorvete e fabricantes clandestinos usavam ingredientes letais, como terebentina e ácido sulfúrico, para aromatizar seu produto. Nos fundos das lojas de gin, homens e mulheres passavam a noite inconscientes deitados em palha, cercados pelo aroma de gin e vômito.

1723 a 1757 - Mother's Ruin

Em 1723, a taxa de mortalidade em Londres ultrapassou a taxa de natalidade e manteve-se maior durante a próxima década. Até 75% dos bebês morreram antes de atingirem a idade de cinco anos. Gin também foi culpado por diminuir a fertilidade.

As mulheres viciadas em gin negligenciaram seus bebês ou os acalmavam com gin, muitos nascidos deformados pela síndrome alcoólica fetal. As mulheres, mais do que os homens, apaixonaram-se pelo gin, por isso o destilado ficou ganhou identidade feminina e apelidos como Ladies' Delight, Mother Gin ou Madam Genebra. O termo "Mother's Ruin (Ruína da Mãe)" sobrevive até hoje.

1726 - Fundação da Boord Gin

A empresa londrina Boord foi fundada em 1726. Mais de um século depois, a marca ficaria famosa por seu Old Tom gin e o logotipo do Gato&Barril.

1729 - O primeiro Gin Act

O aumento do nível de embriaguez entre os pobres e os efeitos chocantes de gins mal destilados, levou o Parlamento britânico, em 1729, a introduzir o primeiro de oito Gin Acts. Esses atos tinham nomes oficiais e alguns eram cláusulas inseridas em outros atos legislativos, mas eles se tornaram universalmente conhecidos como os "Gin Acts".

O Gin Act de 1729 destinava-se a restringir as vendas de gin, aumentando o imposto sobre seu valor de comercialização e aumentando as taxas de licenciamento de varejo. Uma falha importante no ato: define gin como um destilado com adição de "bagas de zimbro ou outras frutas, especiarias ou ingredientes". Assim, o ato foi contornado simplesmente não adicionando esses ingredientes e o resultado foi conhecido como "Brandy Parlamentar".

Destiladores legítimos foram fortemente penalizados por este ato, enquanto os destiladores ilícitos prosperaram. Este primeiro Gin Act foi o início de uma batalha entre aqueles que clamam pela temperança, os proprietários de terras, fazendeiros e destiladores e sucessivos governos. O imposto elevado do gin ajudou a financiar a construção do Império Britânico.

1733 - O segundo Gin Act

O mal concebido primeiro Gin Act de 1729 não conseguiu frear o crescimento de gin e foi revogado apenas quatro anos depois que se tornou lei. Sua substituição, em 1733, procurou terminar vendas do gin por ambulantes de rua e lojas comuns, buscando incentivar a venda nas tabernas. O ato era tão falho como o anterior e resultou simplesmente em milhares de casas sendo transformadas em lojas de gin. Este novo ato foi o primeiro a depender de informantes profissionais para a sua execução efetiva.

1734 - Judith Defour, a assassina

Os efeitos do gin sobre os viciados era tão profundo como as drogas modernas. Manifestantes anti-gin da época divulgaram particularmente o caso chocante de Judith Defour, como um exemplo de seu mal.

Judith, que trabalhava com fios de seda, era mãe solteira de Mary, de dois anos de idade. Ambas moravam na Casa Paroquial Bethnal Green, em Londres. Em janeiro de 1734, ela pegou Mary para um passeio. A casa paroquial havia vestido a criança em novas anáguas e Judith prometeu ao diretor devolver a criança na tarde daquele mesmo dia. Em vez disso, ela apareceu para o trabalho naquela noite bêbada e sem nenhum sinal da criança.

Depois de continuar a beber gin no trabalho, algo que não era incomum, ela disse a uma colega que tinha deixado a criança no campo. Mary foi descoberta morta e dizem que Judith a tinha estrangulado com um lenço e a desnudado, para vender suas roupas para comprar gin. Ela foi julgada e declarada culpada em The Old Bailey em 1 de março de 1734. O troca da própria vida de sua filha p pelo gin influenciou grandemente a introdução de uma nova lei.

1736 - O terceiro Gin Act

Em 1736, o anterior e ineficaz Gin Act de 1733 foi substituído por um novo, oficialmente batizado de "A Lei para estabelecer um dever sobre os varejistas de destilados". Isso praticamente proibiu as vendas de gin, impondo uma unidade de venda mínima de dois galões e taxas de troca de £1 por galão.

Exigia também que os varejistas comprassem uma licença anual £50 (então equivalente aos salários de 14 meses de um artesão hábil), com multas pesadas para a venda clandestina do produto.

Como o ato anterior de 1733, este novo ato dependia pesadamente de informantes profissionais. Ele conseguiu colocar muitos dos mais respeitáveis ​​varejistas de gin fora do negócio. Mas a lei também fez surgiu e prosperar o comércio ilegal clandestino de gin ou destilados que supostamente eram gin. Estes produtos vendidos nas ruas cegaram e mataram muitos bebedores.

A maioria das lojas de gin ficava nas ruas estreitas e becos de East London, tornando difícil a fiscalização das autoridades, pois eram pouco mais do que um simples quarto dentro de uma casa ou atrás de uma loja comum. Elas serviram como locais de reunião improvisados, ​​de onde era comum prostitutas operarem. Endereços infames incluíam Crock Lane, em Holborn, Rosemary Lane, perto de Tower Hill, e Hog Lane. As principais rotas arteriais dentro e fora da The City, como Mile End Road, Kingsland Road e Whitechapel Road, foram inundadas de vendedores ambulantes.

1737 - O quarto Gin Act

O Gin Act de 1737 não era na verdade um ato em si, mas uma cláusula inserida no chamado "Sweets Act". Isto serviu como uma revisão ao ato de 1736, já que corrigiu a falha anterior que permitiu florescer o comércio de gin em lojas camufladas e das tendas improvisadas dos ambulantes. Este novo ato também permitiu a remuneração de informantes que denunciassem até mesmo o mais insignificante dos vendedores de gin.

O ato 1737 levou a um aumento de informantes e condenações. Milhares de londrinos foram processados ​​por violar o Gin Act - principalmente mulheres. Apesar disso, as vendas de gin continuaram a subir. Esta lei alimentou uma reação contra não só o Ato em si, mas também o Estado de Direito e o próprio governo.

1738 - O quinto Gin Act

Dificilmente passava-se um dia sem que um informante fosse atacado ou morto, às vezes por centenas de pessoas. Os magistrados leram o Ato de Motim, mas foram ignorados enquanto a multidão atacava os informantes e a autoridade.

O Gin Act de 1738 praticamente baniu o gin e fez de ataques a informantes um crime. Tratou também do problema dos funcionários da Receita que se recusavam a prender amigos e vizinhos, ao autorizar indivíduos comuns a prender vendedores de gin. A destilação de gin foi forçada a continuar subterrânea e alambiques e bares ilegais proliferaram, particularmente no desordenado leste de Londres.

1738 - Captain Dudley Bradstreet & old tom gin

O capitão Dudley Bradstreet estudou minuciosamente o Gin Act e aproveitou-se de uma brecha que dizia que um informante deve saber o nome da pessoa que aluga a propriedade onde o gin está sendo ilegalmente vendido para que os Oficiais possam ter a autoridade de invadir as instalações e prender os transgressores.

Em 1738, Dudley fez um conhecido alugar uma casa na City (centro financeiro de Londres), na Blue Anchor Alley. Pregou um sinal com um gato na janela, que tinha uma bomba oculta como sendo uma das patas. Ele fez correr a notícia de que gin estaria disponível de um gato no beco no dia seguinte e mudou-se com provisões e £13 de gin comprado da destilaria do Sr. Langdale, em Holborn.

Os clientes enfiavam moedas através de um buraco na boca do gato e Bradstreet em troca bombeava gin pelo tubo disfarçado na pata do gato. Os clientes prendiam um copo ou simplesmente sua boca sob a pata para receber seu gin. As autoridades se viram impotentes para agir e Bradstreet aparentemente lucrou com seu esquema por três meses, até que a enorme concorrência que copiou a ideia o levaram a desistir.

Anos mais tarde, em 1755, Bradstreet escreveu sobre suas façanhas em um livro intitulado "A Vida e Aventuras Incomuns do Capitão Dudley Bradstreet" (página 78). Ali ele descreveu como ele havia burlado o Gin Act.

Não há evidências que liguem Bradstreet ao termo "Old Tom". É minha convicção que o gato de Bradstreet e o termo "Old Tom" são coincidentes e que o termo originou-se na década de 1830, como deferência ao destilador Thomas Chamberlain (veja História do Gin década de 1830). Ele, no entanto, iniciou a tendência para o que ficou conhecida como "Puss and Mew houses": vendedores sentavam-se escondidos dentro de um local e os clientes que querem comprar gin diziam "puss". O vendedor respondia com "mew" e empurrava para fora uma gaveta em que o cliente depositaria o pagamento. O vendedor fechava a gaveta, pegava as moedas e em troca servia uma doce de gin. Essas "vending machines" operadas por pessoas proliferaram por toda Londres e , por um curto período, o subterfúgio funcionou para burlar as tentativas de aplicar o Gin Act de 1738.

1740 - Fundação da Booth's Gin

A família Booth, que se mudou para Londres, vinda do nordeste da Inglaterra, já eram comerciantes de vinhos desde 1569. Em 1740, eles haviam adicionado destilação aos seus interesses já estabelecidos (cerveja e vinho) e construiram uma destilaria em 55 Cowcross Street, Clerkenwell, Londres. Esta data é referenciada no rótulo da Booth e faz dela a marca de gin mais antiga (não de jenever) ainda existente.

1740 - Fundação da Finsbury gin

Finsbury foi fundada por Joseph Bishop em 1740 e, possivelmente, é uma referência às fontes de Clerkenwell, que eram o centro da indústria londrina de gin e parte da Região de Finsbury.

1743 - O sexto Gin Act

Os ataques aos informantes continuaram, apesar das medidas introduzidas no Gin Act de 1738. As coisas foram agravadas pela corrupção no escritório da Receita e por informantes desonestos. Poucos dos condenados poderiam pagar a multa de £10, mas, mesmo assim, os informantes exigiam sua recompensa de £5. A lei estava dando um prejuízo enorme e, em 1739, os Comissários ficaram sem dinheiro para pagar os informantes.

Durante os anos que os vários Atos do Gin entraram em vigor, a produção de destilados subiu mais de 30%, chegando a oito milhões de galões por ano. Embora a venda de gin tenha sido oficialmente proibida, o consumo equivalente de cada homem, mulher e criança eram 2 pints por semana ( aproximadamente 1 litro).

A Inglaterra vivia o auge da Guerra de Sucessão Austríaca (1740-1748) e uma Nova Lei foi pensada para reduzir o consumo de gin, resolver a agitação pública e aumentar a receita para o esforço de guerra. O Gin Act de 1743 foi o primeiro cujo alvo foram destiladores em vez de varejistas e reduziu a taxa de licença do varejo de £10 para apenas £1. Este era um valor que os vendedores legítimos poderiam ter recursos para pagar, pondo fim assim à carreira dos informantes. A lei de 1743 também proibiu os destiladores de vender gin directamente ao público e aumentou o imposto especial de consumo devido por eles. No entanto, como o nível do imposto era relativamente baixo, os destiladores não se revoltaram contra o pagamento - eles não tinham escolha, pois eram relativamente poucos, tornando este novo ato muito mais fácil para as autoridades aplicarem.

Este foi o primeiro Gin Act que realmente levou o consumo de gin a cair.

1747 - O sétimo Gin Act

A Guerra da Sucessão Austríaca (1740-1748) causou uma crise de financiamento no governo. A resposta foi o Gin Act de 1747, que aumentou o imposto especial de consumo devido pelos destiladores gin. Por outro lado, apaziguou os ânimos permitindo que os destiladores atacadistas comprassem licenças de £50 que lhes permitam vender diretamente ao público.

O aumento do imposto diminuiu ainda mais a demanda por gin e revisões governamentais do destilado caíram. O imposto sobre a cerveja foi reduzido, na esperança de aumentar a receita através do aumento do seu consumo, de modo que os níveis de embriaguez mudaram pouco.

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Beer Street and Gin Lane by William Hogarth

1750 - A gravura de Hogarth sobre a Gin Lane

Localizado na região de St. Giles, em Londres, onde hoje fica o Centre Point, a gravura de William Hogarth Gin Lane mostra os excessos e os problemas causados pelo consumo de gin. Há uma outra gravura, chamada Beer Street, que mostra londrinos felizes e saudáveis consumindo cerveja. Acredita-se que essas peças de propaganda tenham sido encomendados pelo magistrado Henry Fielding.

1751 - O oitavo Gin Act

O fim da Guerra da Sucessão Austríaca, em 1748, trouxe consigo uma nova ameaça para a sociedade londrina: o crime.

Os soldados que retornavam não tinham emprego ou profissão e não recebiam qualquer apoio do Estado, daí muitos simplesmente começaram a roubar e furtar. A década de 1750 viu os reformadores morais culpar os excessos do gin pela a crescente onda de crime e usaram isso como munição em seu lobby para a proibição.

Em 1751, Henry Fielding, um magistrado de Westminster e também dramaturgo e romancista respeitado, publicou um estudo assustador, intitulado Um Inquérito nas Causas do Aumento dos Ladrões. Ele relacionou o gin barato com a crescente onda de criminalidade e sua publicação foi programada para coincidir com o início da sessão parlamentar de 1751. Fazia parte de um lobby bem orquestrado pedindo a proibição de gins.

Felizmente para os destiladores, a Lei do Gin de 1751, conhecida como Lei Tippling, fruto inevitável da cruzada anti-gin, aumentou pouco os impostos sobre destilados. Dobrou o preço de uma licença de varejo para £2 e especificamente tornou-a disponível apenas para pousadas, cervejarias e tabernas. O ato também concedeu imunidade de acusação e uma recompensa de £5 para qualquer varejista sem licença que informasse o nome de seu fornecedor de gin.

Embora o aumento do imposto tenha sido pequeno, o ato de 1751 praticamente terminou com todas as vendas de gin de rua drasticamente, a ponto de comprometer sua disponibilidade. Em 1752, o volume de destilados produzidos em que o imposto era devido tinha diminuído em mais de um terço.

1757 - Banimento da destilação de grãos na Inglaterra

Em 1757, a colheita fracassou e, temendo uma escassez de pão, as exportações de milho e malte foram proibidas, assim como toda destilação de trigo, cevada, malte ou qualquer outro grão. Esta era uma medida temporária, mas, quando a colheita de 1758 revelou-se pouco melhor, a proibição foi prorrogada.

Os destilados ainda eram fabricados a partir de melaços importados, mas, devido ao seu alto custo, a produção era comparativamente pequena e, portanto, os destilados disponíveis estavam fora do alcance dos pobres.

A sobriedade prevaleceu e Londres vivenciou uma prosperidade crescente e muitas melhorias civis à sua infra-estrutura, como a construção de estradas novas e a introdução da iluminação de rua. O padrão de vida de Londres aumentou tanto para os ricos como para os pobres.

1760 - Liberação da destilação de grãos

A abundante colheita de 1759 levou os destiladores e os agricultores a pressionar para que a destilação fosse legalizada. No entanto, suas demandas foram contrabalançadas por reformadores morais, uma igreja mais forte e as classes médias crescentes, que defendiam a proibição de forma inflexível.

No entanto, indisponibilidade de gin estava causando o aumento das importações de rum e isso, juntamente com a preferência do governo em recolher impostos especiais de consumo dos destiladores domésticos, criou um problema. Em março de 1760, um projeto de lei restaurou a destilação de milho, mas com imposto de consumo duas vezes mais alto que o anterior. Os destiladores da Grã-Bretanha também beneficiaram-se com a introdução de subsídios para todas as exportações de destilados.

O custo de ficar bêbado com destilados era agora maior do que com cerveja, de modo que os pobres urbanos simplesmente retornaram à cerveja. Na década de 1760, uma proliferação de bares de rua ("sujinhos"), a maioria permanecendo aberta durante à noite toda. Enquanto isso, o gin mais caro encontrou nova respeitabilidade e a regulamentação de destilação levou à uma melhoria na qualidade e o crescimento de um punhado de destiladores que viriam a dominar o mercado.

1761 - Fundação da Greenall's gin

Thomas Dakin construiu sua destilaria de gin na Bridge Street, no mercado de Cheshire, em Warrington in 1760, mas liberação para produção aconteceu apenas em 1761. O "G & J" do logotipo vem do nome dos irmãos mais jovens de Thomas, Gilbert e John. A empresa hoje é conhecida simplesmente por G&J Distillers.

1769 - Fundação da Gordon & Company

Em 1769, Alexander Gordon estabeleceu Gordon & Company em Bermondsey, Londres. Ele nasceu em Wapping, Londres, mas aos quatro anos de idade, após a morte de seu pai, foi criado por seu avô em Glasgow.

Quando adulto, voltou para Londres e viveu em Charterhouse Square, Clerkenwell, onde para onde suas operações de destilação original em Bermondsey, em 1798, devido à qualidade superior da água dos abundantes poços na área.

A fundação da Gordon & Company e dos outros destiladores que seguiram nos anos subseqüentes, anunciam o começo da indústria de destilação inglesa regulada e respeitável, que produz destilados de qualidade. Londres era o centro desta indústria, em parte devido ao rio Tâmisa, suas docas e armazéns, que forneciam aos destiladores matérias-primas exóticas, tais como laranjas, limões e especiarias das colônias britânicas do Caribe. Londres era a maior cidade do mundo e suas docas as mais movimentadas.

No final de 1897, Reginald C. W. Curry, então chefe da Gordon & Company, foi abordado por Charles Waugh Tanqueray com proposta de uma fusão. De fato, as duas empresas juntaram-se em 1898, quando surgiu a Tanqueray Gordon & Company.

1770 - Fundação da Burnett's White Satin

Alega-se que o White Satin de Burnett foi feito pela primeira vez em 1770, pelo Lord Mayor (Prefeito) de Londres Robert ou Thomas Burnett. Mas, de acordo com a minha pesquisa, nem Robert nem Thomas Burnett já ocuparam esse cargo.

Entendo que Robert Burnett juntou-se à empresa que veio a levar seu nome em 1770, criou seu gin e depois tornou-se xerife de Londres em 1794 e foi nomeado Cavaleiro no ano seguinte. Para ser prefeito de Londres é obrigatório ter servido anteriormente como Xerife, mas Robert Burnett nunca passou a exercer o cargo de prefeito.

1777 - Canny Scots

Os Haigs e os Steins começaram a exportar o álcool de grãos a Londres para a retificação no gin em 1777. Muito a contragosto dos destiladores ingleses, este foi o começo de um fluxo de álcool de grãos barato e de qualidade, vindo da Escócia. O comércio cresceu tanto, do pouco de gin que ainda é produzido em que Londres hoje, a maioria é feito com álcool de grãos escocês. Algumas marcas que eram de Londres. como Gordon's e Tanqueray, agora são agora feitas na Escócia. Até mesmo Beefeater, que ainda destilado em Londres, é engarrafado na Escócia.

1793 - Fundação da Plymouth gin

A Black Friars Distillery, onde Plymouth Gin é feito, foi criada em 1793, quando a família Coates juntou-se ao negócio de destilação de Fox & Williamson e converteu o antigo mosteiro Black Friars.

A família Coates criou um gin que muito aromatizado, com menos citrino e sabores de raiz mais pungentes do que os London Dry. A Marinha Real comprou grandes quantidades de gin para seus oficiais (as classificações eram emitidas com rum, não gin) e, como Plymouth era um estaleiro naval, grande parte do negócio de Coates era para a festança dos oficiais. Outras cidades navais, como Bristol e Liverpool, também tinham destilarias abastecendo a marinha com o estilo de gin particular da cidade.

Gim Plymouth é a única marca de gin vintage ainda a ser feita na mesma destilaria em que foi criado, mas a destilaria Black Friars foi de propriedade de uma gama de empresas diferentes. Diz-se que, quando por alguns o dono era Seager Evans, uma companhia baseada em Deptford, Londres, mas controlada por Schanley, em New York, a receita foi mudada e o gin ficou mais parecido com o estilo predominante London Dry e com sabor que agrada os EUA. Atualmente, Plymouth é certamente um estilo de London Dry gin e está em conformidade com todos os critérios legais para ser rotulado como tal.

1794 - Diretório de comércio de Londres

Em 1794, um diretório de comércio para as cidades de Londres, Westminster e do Município de Southwark, lista mais de 40 destiladores, destiladores de malte e retificadores. Isso prova que a produção de gin era uma indústria bem estabelecida na cidade naquela época.

Próximo Capítulo da História do Gin

História do gin parte 5: Gentrificação do gin e Old Tom (1800-1830).

Estilos de gin e definições legais
Botânicos do gin explicados
Como é feito o gin?

História do Gin - linha do tempo em 8 partes

História do gin parte 1: Origens e popularização da destilação (Século XII-meados do século XVI).
História do gin parte 2: O primeiro estilo de gin (1572-início do século XVII).
História do gin parte 3: O gin invade a Inglaterra (1638-1726).
História do gin parte 4: Gin Craze em Londres (1728-1794).
História do gin parte 5: Gentrificação do gin e Old Tom (1800-1830).
História do gin parte 6: O surgimento e o domínio do London Dry Gin (1831-1953).
História do gin parte 7: A morte do gin e sua salvação (1955-1997).
História do gin parte 8: A nova era do gin e os gins da nova era (2000-até hoje).

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