A origem do Bobby Burns

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Possivelmente não batizado em homenagem a Robert Burns (1759-1796), o poeta e compositor escocês, o Bobby Burns é, entretanto muito bebido em 25 de janeiro, data suposta do aniversário do filho favorito da Escócia, como parte da celebração conhecida como Burns Night. As receitas variam, mas ele é basicamente uma variação de Manhattan com scotch e um toque de licor, geralmente Bénédictine.

Receitas

Receita de Harry Craddock's em seu livro de 1930, The Savoy Cocktail Book pede partes iguais de vermute e scotch, com 3 dashes de Bénédictine. "Um dos melhores coquetéis de whisky. Vende muito no dia de Santo André".

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1930 The Savoy Cocktail Book

Albert Stevens Crockett chama o drink de "Robert Burns" no seu livro de 1931, Old Waldorf-Astoria Bar Days, e sua receita pede 2 partes de scotch whisky para uma parte de vermute doce, mais 1 dash de orange bitters e absinto. Ele inclui uma nota com as origens do coquetel.

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1931 Old Waldorf-Astoria Bar Days

Em 1948, no Fine Art of Mixing Drinks, David A. Embury descreve o Bobbie Burns como "uma variação interessante do Rob Roy com a adição de 1 pitada de Drambuie para cada drink." Ele diz: "Bénédictine é usado às vezes no lugar de Drambuie. Contudo, o Drambuie é preferível porque é feito com uma base de uísque escocês." Em sua edição atualizada de 1953, ele acrescenta: "Peychaud, de alguma forma, parece se misturar melhor do que Angostura com o scotch". Veja a receita de Embury.

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1948 Fine Art of Mixing Drinks

História/origens

Em 1931, no livro Old Waldorf Bar Days, Albert Stevens Crockett diz sobre o drink: "pode ter sido batizado em homenagem ao célebre escocês. As chances são, no entanto, que tenha sido batizado em homenagem a um vendedor de charutos, que "comprou" o Old Bar (no Waldorf-Astoria)".

O historiador de coquetéis gaz regan descobriu que na edição de 1923 de Valentine's Manual of Old New York (página 123), um livro editado por Henry Collins Brown, há uma foto com a descrição: "Esquina da rua 42 com Broadway em 1880, hoje ocupada pelo edifício do Times, depois da demolição do restaurante Pabst e outras casas."

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A imagem inclui cartazes de publicidade de Bergen Beach, Castle Square Opera Company e do Lyceum Theatre, que apresentava em cartaz The Moth and the Flame. Mas, como comenta gaz, o importante aqui é uma loja do lado direito da foto, onde se lê Robert Burns Cigars.

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Como explicou Gas em seu Drinks Bulletin: "Albert Stevens Crockett pode estar correto quando disse que o drink poderia ter sido batizado por causa de um vendedor de charutos, mas "Robert Burns" era o nome de uma marca de charuto e embora seja muito possível que o cara dono desta loja tenha o mesmo nome, é mais provável que o coquetel Robert Burns, que foi criado no Waldorf velho, foi batizado por causa da loja, como um reconhecimento para o proprietário. O velho Waldorf Astoria (que ficava onde hoje é o Empire State Building) só abriu em 1893, cerca de 13 anos depois da foto ter sido tirada, mas não é um exagero pensar que o vendedor de charutos ainda estava no negócio quando o hotel abriu, sem contar que os charutos Robert Burns ainda estavam no mercado na década de 60 ou talvez mais tarde." Obrigado gaz.

Assim como muitos drinks, as origens do Bobby Burns possivelmente seguirão incertas. Quem sabe a versão inglesa não foi uma homenagem ao bardo escocês e a dos EUA batizada por causa do dono de uma loja de charutos?

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Robert Burns

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