Por que bares de aeroporto são tão ruins?

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Antes de se tornar mundano, as viagens aéreas eram uma atividade aspiracional. As aeromoças (naquela época não eram comissárias ainda) eram as supermodelos daquele tempo, os passageiros vestiam-se formalmente e as companhias aéreas criavam interiores luxuosos, com jantares com talheres de prata e salões estilo cabaré, com piano de cauda e tudo. Era uma época de ouro e o glamour era tudo.

Em meio a companhias aéreas de baixo custo, longos check-ins e intermináveis ​​filas, voar há muito tempo deixou de ser glamuroso e, com exceção de um punhado de companhias aéreas e aeroportos, a capacidade de obter uma boa bebida no chão ou no ar desapareceu mais rápido do que um passageiro que faz uma piada sobre bombas em sua bagagem.

Exatamente por que isso Jacob Briars, Bacardi's head of education, e Charlotte Voisey, Portfolio Ambassador for William Grant & Sons USA, ambos os viajantes experientes, fizeram uma palestra no Tales of the Cocktail sobre o assunto. Inspirados pela crescente disponibilidade de coquetéis artesanais praticamente em todo o mundo, exceto no mundo da aviação, eles procuraram descobrir como os bares de aeroportos ficaram tão ruins e se há passos que os passageiros sedentos por coquetéis possam tomar - literalmente - para melhorar sua experiência.

"Há 90 mil vôos diários apenas nos EUA e, olhando internacionalmente, há uma abundância de centros fenomenalmente movimentados, onde você poderia esperar encontrar um bar de coquetéis decente, afinal se a experiência de compras em muitos aeroportos melhorou bastante, porque não os bares", afirmou Jacob. Mas não. "Eu acho que nem é uma limitação comercial para as marcas de bebidas para criarem bares grandes. Eles já estão felizes com as pessoas comprando no duty free. A maioria dos bares de aeroporto já vende um monte de bebidas, mas quero crer que eles gostariam de padrões superiores".

Então por que é tão difícil tomar um Aviation decente no mundo da aviação? Jacob e Charlotte explicaram.

Longe de tudo

Boa parte dos aeroportos mais movimentados estão longe das metrópoles que eles servem, por isso há pouco incentivo para bartenders decentes atravessarem a a cidade para trabalhar. E após o Onze de Setembro e agora com a nova presidência dos EUA, qualquer um que tenha um delito menor com a Lei, pode não passar na checagem de antecedentes criminais. Some-se a isso o pagamento não ser tão bom quanto em bares centaris e temos um emprego nada atrativo para muitos bartenders talentosos.

De café a caipirinhas

Bartender de aeroporto precisa fazer tudo, desde café até coquetéis, além de montar e desmontar todo o mis-en-place diariamente, fazer produção e tudo mais, sem ajuda. Bar back? Não me faça rir. Viajantes internacionais chegam de diferentes fusos horários, por isso enquanto alguns pedem café com leite, outros estão no happy hour. Uns levantaram cedo para fazer esse vôo importante e outros estão em trânsito e querem um Manhattan, embora sejam 7:00 da manhã horário local. O problema maior talvez seja a falta de treinamento dos bartenders para este tipo de atendimento. O cara tem que ser um curinga.

Comportamento incomum do consumidor

As pessoas, enquanto passageiras, tomam decisões de maneira diferente quando estão em um aeroporto. Preocupadas em não perder o voo, elas costumam ficar a 4-5 portões de distância daquele que irá embarcar. Elas não se incomodam em comer ou beber qualquer coisa, desde que estejam próximos. Els ficam menos exigentes e dispostas a encarar algo com qualidade muito inferior ao que estão acostumadas no seu dia a dia.

Bizarrices

A dos bares de aeroporto tende a ser administrada por grandes operadoras, que estão mais preocupadas com o volume do que em adotar qualidade e cuidado artesanal para clientes que provavelmente não verão novamente tão cedo. Fazem por isso uma seleção de bar estranha, que varia de tequilas baratas a quantidades bizarras de produtos high-end, passando por poucos ingredientes para fazer coquetéis. É o paraíso de vermutes vencidos e oxidados, Margarita mix e sour mix em pó. como o foco é volume, eles não estão tão preocupados com a formação do pessoal - é um círculo vicioso. E porque eles podem ter sido contratados pelas próprias companhias aéreas, se está em dificuldades financeiras, vão colocar mais pressão sobre os seus contratados para cortar custos.

Exceções à regra

Há exceções à regra, claro. Alguns aeroportos resolveram tomar extremo cuidado, como Queenstown Airport, na Nova Zelândia, que ostenta um bar com uma lista de vinhos fenomenal e o de Wellington, no mesmo país, oferece três cafés independentes; Copenhagen tem um grande restaurante onde você pode se deliciar com aquavit local. Mas a maioria dos aeroportos presta pouca atenção aos seus próprios produtos locais. Os aeroportos escoceses podem vender garrafas de uísque duty free, mas não têm um com um bar decente para se beber whisky. Você não vai conseguir um bom Margarita no México e, se você acha que no Aeroporto Changi, de Cingapura, há um lugar fabuloso para Slings, pense novamente.

5 dicas para beber melhor em aeroportos

1. Depois de despachar sua bagagem, alinhe suas expectativas, pois você não vai encontrar um Last Word ou Corpse Reviver decente na sala de embarque ou ver bartenders fazendo o hard-shake japonês.
2. Olhe na prateleira do bar para ver as opções. Tente identificar três ingrediente que o bartender (provavelmente) destreinado conheça. Você deve ser capaz de detectar ingredientes para um Manhattan, Negroni ou um Americano. Não se apegue ao twist de laranja.
3. Bata um papo com o bartender, para saber de sua familiaridade com coquetéis. Se eles estão mais acostumados tirar chope e servir destilados puros, gaste um pouco de tempo falando o que você quer. Quem sabe ele se anima e sai alguma coisa.
4. Opte por drinks montados no copo, em vez de qualquer coisa que exija bater, mexer ou algo mais complexo.
5. As suas melhores opções serão: um coquetel de champanhe, um Gin ou Campari Tônica devem ser viáveis. Se você tiver os ingredientes para um Bloody Mary, lembre-se do Michelada. Cuba Libre - tudo que você precisa é Bacardi, limão e Coca-Cola e a Angostura, se houver.

Quanto a beber a bordo, suas opções são ainda piores. A solução pode ser um dos kits de viagens vendidos na Amazon. Ou faça o seu, mas lembre-se do limite de 100ml de líquido nos vasilhames a bordo.

Mas lembre-se: 25%-30% de seus sentidos serão atenuados pela pressão e altitude. Não beba muito, pois o álcool exercerá mais do que o dobro do efeito no nível do mar. Aquela taça de champanhe é particularmente desidratante e ninguém gosta de um idiota bêbado a 36.000 pés.

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